CONFIRA DEPOIMENTOS DE MULHERES QUE N  

wayana2005 42F
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6/24/2005 10:21 pm

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CONFIRA DEPOIMENTOS DE MULHERES QUE N


F., 32 anos, casou virgem há 9 anos

“Mesmo quando era recém-casada não tinha vontade de ter relação com o meu marido, nunca o procurava. Falando com as amigas eu me sentia diferente porque ouvia histórias malucas, elas falavam que adoravam, que morriam de vontade de transar a toda hora e diziam detalhes picantes das relações e do orgasmo. Tudo o que elas contavam era muito diferente do que acontecia comigo. Eu não tinha desejo nenhum e não sentia absolutamente nada durante o sexo, era como se meu marido estivesse tocando em qualquer outra parte do meu corpo. Fui criada pela minha avó, que sempre dizia que os homens não prestavam e fiquei com medo deles, achava que se demonstrasse prazer ou fizesse cara de quem estava satisfeita, meu marido fosse rir de mim ou ter despeito. Quando a minha filha nasceu, tudo piorou. Sempre tive relações por obrigação, mas aí, tudo ficou mais distante ainda. Na hora da transa eu pensava nos problemas do dia e da vida, realmente não conseguia me soltar. Resolvi ir ao ginecologista para contar o problema e ele disse apenas que eu deveria tentar mais vezes. Segui a recomendação mas nada mudava. Voltei lá e ele me encaminhou pra terapia. Isso mudou a minha vida. Descobri que não conhecia o meu corpo, que não me olhava, não sabia nem como era a minha vagina. Passei a me descobrir. Olhava meu corpo e me tocava na frente do espelho e assim fui desenvolvendo a minha sexualidade. Nunca tinha me masturbado e nem sabia como era, descobri aos 32 anos junto com o meu primeiro orgasmo. Meu marido sentiu muita diferença e me compreendeu desde o início, dando muito apoio. Depois dessa guinada, passei a me cuidar mais, a usar anéis, relógios, pulseiras e até mudei os cabelos. Estou sentindo mais prazer pela vida.”

J., 42 anos, casou virgem há 19 anos

“Casei com 23 anos e meu marido foi meu primeiro homem. Ao longo do casamento, nunca senti nenhum orgasmo. Ouvia todo mundo falar sobre as delícias do sexo mas não imaginava do que se tratava. Em 1984 procurei um médico pra dizer que não sentia nada durante o sexo. Ele suspendeu o meu anticoncepcional e recomendou que eu engravidasse. Alguns meses depois eu engravidei e nada mudou. Acabei procurando um neurologista, que me encaminhou a uma psicóloga. Comecei o tratamento mas parei porque não gostava do método aplicado. O tempo foi passando e eu sempre ouvindo as amigas contarem, as revistas darem detalhes e nunca nada acontecia comigo. Em 1991 acabei sofrendo de depressão por este e outros motivos. Chorava muito durante as relação e ficava cada vez mais frustrada por não ter prazer. O meu marido acompanhava isso tudo e tentava me dar conforto. Precisei ir a um psiquiatra de depois de anos me recuperando da depressão, descobri um grupo de ajuda. Neste grupo passei a expor meus medos, a conhecer o meu corpo, aprendi a me masturbar, a ficar mais sensual e criar fantasias e até a praticar o pompoarismo. Descobri diferentes maneiras de sentir prazer com o meu parceiro e a ter prazer sozinha também. Nunca cheguei a entender a causa desses problemas porque minha família e eu sempre fomos muito liberais. O importante é que agora consigo ter prazer e desejo.”



Wayana Alves

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