Agora, o calor da literatura  

sexyparty2000 39M
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6/4/2006 4:35 pm
Agora, o calor da literatura


Agora, o calor da literatura. Um sopro antigo, de um neo-realismo ante litteram. E assim, como esquecermos, em capítulo subordinado à tópica erótica na literatura portuguesa, aquela figura de padre de Samuel Maia, presente em Sexo Forte, obsessionada pelos prazeres do corpo, que só encontra refrigério na mutilação?! Ou então, ao reflectirmos sobre o Volksgeist literário, como menosprezar o pitoresco regional dos seus quadros vivos com as nossas gentes e o nosso povo?! Como não lembrar a actuação criadora do escritor-médico de Viseu na apropriação do mito sebástico?! Ou, por último, como não conhecer aquele vezo castiço, fantástico e vernacular das suas obras?! Provas para tal que as colha cada um na leitura que de Samuel Maia fizer. Ainda assim, que o leitor avance por Sexo Forte e pelos apelos do amor, que avance pelos sulcos de terra de Quem não viu , que sonhe com a aparição da História Maravilhosa de Dom Sebastião e, por fim, que mergulhe na portugalidade de Luz Perpétua. Disse muito, disse pouco? A literatura não se ensina, lê-se. Leiamos então.

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