Sonho Er  

rm_SweetSutra 36F
106 posts
10/10/2005 6:17 am

Last Read:
3/5/2006 9:27 pm

Sonho Er


(continuação)

Não entendia o seu silêncio. E ele continuava a ofertar-me cada pedaço de fruta directamente na boca. Uma manga que passava em meus lábios numa suave carícia. Morangos que espremia de encontro aos meus lábios fazendo o sumo deslizar pelo meu queixo, pescoço, peito e que ele, de imediato, lambia e sugava, excitando-me cada vez mais, causando nele próprio esse mesmo efeito, pelo que me era dado ver pelo volume das calças.

Toquei-lhe o peito, deixando deslizar as unhas até ao seu umbigo onde me detive, na indecisão de lhe abrir o fecho das calças ou tornar a subir os dedos pela pele morena. Introduzi a ponta dos dedos na cintura das calças e senti que a sua respiração ficava ligeiramente ofegante, sendo notório o esforço que fazia para se controlar. Semicerrou os olhos e sorriu ironicamente, um sorriso de desejo, luxúria. Retirei os dedos, aproximei-me e beijei-lhe o umbigo, deslizando a língua suavemente pelo seu peito até chegar aos seus mamilos onde parei, ao sentir a batida forte do seu coração. Afastei boca e corpo e deitei-me, deixando que o sol banhasse o meu corpo, sufocando o riso na garganta.
Senti erguer-me do chão repentinamente, em seus braços, transportando-me para a beira do lago. Lentamente foi entrando pela água, e foi quando me apercebi de que se havia acabado de despir. Estavamos ambos nús, o meu corpo de encontro ao seu peito, o suor escorrendo pela minha nuca, as gotículas que deslizavam pelo seu pescoço e caiam em meus seios, corações que batiam em uníssono, fervendo de paixão.
Fez deslizar o meu corpo pelo dele, enquanto fui sentindo a água fresca que me banhava, mas que não chegava para arrefecer o desejo que sentia. As suas mãos deslizaram pelas minhas costas e apertaram com força, fazendo com que os meus seios se espalmassem contra o seu peito, os nossos ventres encostados, enquanto eu sentia a sua excitação palpitante e a humidade do meu próprio sexo; as minhas pernas tremiam e segurei-me no seu pescoço, no momento em que as bocas se encontraram sofregamente, invadindo sentidos, línguas entrelaçadas que exploravam todos os recantos da boca; senti os seus dentes morderem suavemente os meus lábios e as suas mãos deslizarem pelas costas, cintura, apertando-me as nádegas com força de encontro ao seu desejo, fazendo-me senti-lo, sentir-me, sentindo-nos. Perdi a noção do lago, das águas, da brisa, tendo apenas consciência daquele corpo que me desejava e eu desejava, aquele corpo no qual eu roçava o meu, ondulando ritmicamente, fazendo com que entrasse num estado de loucura e ânsia pelo consumar do nosso desejo. A sua boca deslizou pelo meu pescoço, lambendo, mordendo, chupando suavemente, até chegarem aos seios onde se deteve, brincando com os mamilos, fazendo o meu desejo crescer ainda mais em ondas de paixão alucinante, enquanto as suas mãos continuavam em minhas nádegas, apertando-me contra si.
Até que parou, olhou-me nos olhos, levantou as minhas pernas que enlacei na sua cintura e, de olhos nos olhos, penetrou-me o corpo de forma doce, terna, mas firmemente, fazendo-me suspirar ao senti-lo em toda a plenitude. Nada mais importava a não ser os nossos corpos, as nossas sensações, a satisfação do desejo, da paixão, o seu corpo no meu.
E a excitação aumentava em espirais que nos levavam a outra dimensão, aproximando-nos de um orgasmo intenso, único. As nossas bocas ora se beijavam, ora se afastavam enquanto nos olhavamos.
Até que atingimos o orgasmo em sintonia, de uma forma louca, sem qualquer domínio dos nossos corpos, comandados apenas por aquela satisfação que havíamos buscado.

Momentos depois abri os olhos e estavamos deitados lado a lado. Mas, não num relvado, que estranho.
Estavamos numa praia, onde algumas pessoas nos olhavam de longe; sentia as ondas que me tocavam os pés e a mão dele enlaçada na minha. Não entendi porque estavamos ali.
Ouvi um apito ao longe, insistente; levantei a cabeça e vi um barco que passava ao largo. O apito continuava a soar na minha cabeça.

Acordei sobressaltada e trémula, o corpo banhado em suor, deitada no sofá da sala.
Portishead continuava a dominar o ambiente, enquanto a brisa fazia mover a cortina da janela.
A campainha tocava. Fui ver quem seria, enquanto o estranho sonho ainda me fazia as pernas em geleia.

FIM

© Sutra 2005

H_Quer_sexo2000 32M
7 posts
10/21/2005 12:24 pm

oi sweet. olha sou um jovem xeio de energia. caso keiras realizar alguns sonhos e fantasias já sabes. tou cá para isso. beijos


rm_SweetSutra 36F
8 posts
10/27/2005 4:51 am

E Xeio de Xis também és. Vou guardar a tua oferta com todo o carinho Beijo doce


rm_01rasta 51M/51F
32 posts
10/28/2005 3:10 am

Valeu pela visita......sempre que puder passe por lá......

Beijos


rm_73Lisboa
12 posts
12/15/2005 7:06 am

Como diria o poeta Ary dos Santos... "o sonho comanda a vida", e que sonho este! Excelente conto. Pena a vida não poder ser feita só de sonhos. Mas ainda bem que os partilhas... Assim sonhamos todos também.

Um beijo

P.


rm_tom71980 36

3/1/2006 7:10 pm

sonhe sempre pois sonhar e prazeroso e pode nos levar aimaginar muitas coisas beijos e responda ok


Become a member to create a blog