Mais nada3  

alextavares78 38M
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5/20/2005 10:24 am

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Algarve produz em estufas

Lídia Agrelo e João Caço, do Centro de Hidroponia, Grupo Hubel, manifestaram também que o morango produzido no Algarve tem todos os argumentos para ser considerado um produto de boa qualidade. Quando comparado com a zona de produção de Huelva, em Espanha, o Algarve tira vantagem nas menores amplitudes térmicas, quer no Inverno, quer na Primavera - Verão. Por outro lado, as estruturas produtivas são melhores que a média dos nossos vizinhos, que produzem, essencialmente, em mini-túneis e os algarvios em estufas.

"A introdução de novas técnicas de produção, como a cultura elevada em substrato orgânico, estão contribuindo para uma melhoria substancial das produções e permitindo a utilização de procedimentos mais amigos do ambiente e do consumidor", afirmaram, salientando que "é já uma realidade a utilização de técnicas de produção integrada num número significativo de produtores, com a consequente diminuição do uso de produtos fitossanitários, assim como a reutilização dos drenados, diminuindo o impacto ambiental, nomeadamente a nível dos nitratos no solo e águas".

O sabor e o aroma são duas vertentes importantes. Questionados acerca da eventual utilização de processos para alcançar os resultados que se pretendem, ambos são da opinião de que é sempre possível, "através do maneio correcto da cultura, nas técnicas de fertirrega e nas soluções nutritivas utilizadas, influenciar a qualidade das produções". Contudo, a maior influência prende-se com as variedades utilizadas. "Não podemos esquecer que uma variedade óptima é algo raro ou impossível de encontrar no mercado e que esperaríamos dela um conjunto de características difíceis de combinar como: bom sabor e aroma, boa textura, perfeita na forma, com resistência ao manuseamento e transporte, produtiva e tolerante aos agentes patogénicos", realçaram Lídia Agrelo e João Caço.

Quanto à variedade que comercializam, na empresa onde trabalham, em Pechão, é a "camarrosa". O morango que ali se produz destina-se, sobretudo, para o mercado nacional (mercados regionais e grandes superfícies) mas também vai grande parte para o mercado de exportação, através de uma parceria espanhola que faz chegar o morango aos seus clientes em Inglaterra. "Além de lhes vendermos alguma da nossa produção, trocamos informações e conhecimentos, o que é vantajoso para nós na medida em que temos conhecimento das exigências e flutuações deste tipo de mercado", referiram.

A aposta na cultura do morango é recente (3 anos), já que a actividade desta empresa, em termos de culturas principais, é com o tomate e a meloa gália, além de comercializar também em quantidades razoáveis o pepino, pimento verde, feijão verde, courgettes, melancia, melão branco, tomate cacho e tomate chucha.

Sobre a mão-de-obra, afirmam que, de facto, "já houve alguma dificuldade, o que já não se verifica hoje, com a entrada dos emigrantes de leste", considerando que actualmente a maior dificuldade reside em encontrar pessoas que queiram trabalhar fora do horário comum e que possam assumir algumas responsabilidades na gestão de pessoal, ou mesmo ao nível da produção, "responsabilidade esta que ainda não podemos atribuir a trabalhadores de outras nacionalidades por questões linguísticas.

O principal problema, no nosso caso em particular, refere-se à sazonalidade implícita a esta actividade que nos exige muita mão-de-obra durante todo o ano, mas que não podemos suportar ou manter durante os meses de Julho, Agosto e Setembro", concluíram.


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