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Sad_Man_Alone 41M
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4/4/2006 11:56 am

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5/9/2006 4:49 pm

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Ouvindo os sábios conselhos do meu Bom Amigo Balzak, resolvi deixar de racionalizar os sentimentos e...
simplesmente senti-los...

Hoje não me apetece postar coisas complicadas ou assuntos polémicos...

Hoje apetece-me apenas esticar as pernas e relaxar. Deixar que as cores do mundo ganhem vida outra vez. Deixar o tempo passar devagar e apreciar cada momento, saborear cada minuto.

O calor está de volta e com ele o sentimento de volúpia e de devassa (estou galhofeiro hoje... LO.

Viram a noite fantástica que esteve ontem? O Ar quente e o cheiro adocicado, invadiu Lisboa... A noite estava amena e, bastante propicia para uma noitada de Sexo escaldante... (upps desculpem, eu prometi que não abordava temas fracturantes hoje).

Eu queria dizer noite de romance. De caminhadas a dois, de mão dada, partilhando pensamentos e sentimentos e beijos doces. Tudo isto envolto em musica de Sinatra (desculpem a escolha musical, mas eu gosto da voz melodiosa do senhor) e cheiro a Verão no ar.

Bem por hoje é tudo... Só tenho pena de não ter partilhado a noite com ninguém... Mais noites virão. Espero!!!

Um ABraço
SMA

rm_Balzak79 58M

4/9/2006 5:47 pm

Vou deixar-te aqui umas palavras sábias, que por serem sábias, não são minhas.
Tão sábias, que não tenho o dom de as conseguir classificar.

=
O ego é o teu sistema de crenças.
O ego é composto por tudo aquilo em que tu acreditas.
E, naturalmente, tu só acreditas naquilo que te salva.
Naquilo que te salva do sofrimento e da miséria emocional.
O ego é o sistema que faz o teu Cérebro acreditar em todas as ilusões para te fazer feliz.
Quando és criança, o teu ego necessita daquelas frases mágicas proferidas pelos adultos: «a menina é tão linda!»;«o menino é tão inteligente!», e por aí...
E acreditamos mesmo que somos os melhores do mundo.
Esta artimanha é utilizada pelo ego para que não entremos em contacto com aquela nostalgia, aquele sem fundo de dor que temos, que é a ausência da alma, a ausência do EU, a necessidade de religar.
Ao desviar-mos a atenção desses sentimentos tão intuitivos e originais para a ilusão de ouvir outra pessoal com uma voz desnivelada a dizer que somos «tão isto» ou « tão aquilo», estamos a iniciar a maior fuga de que há memória na história da humanidade.
A fuga do interior do homem.
A fuga da religação com o EU, com o cosmos, com o Universo.
Religação essa que irá ser pedida vezes sem conta pela vida fora, e da qual o ego, através do sistema de crenças, tentará desviar atenção para outras mesquinharias materiais.
Até um sol imenso pode às vezes ser tapado com uma peneira.
Por isso, cuidado quando disseres que «acreditas» em alguma coisa. Utilizamos o verbo acreditar no sentido de «ter fé», mas não nos iludamos. No que nós acreditamos é fruto do nosso sistema de crenças.
com três anos, a criança acredita ser um super-herói e aqui a fé não está envolvida.
Depois alguns jovens «acreditam» que são adultos e que sabem mais que os outros.
Onde está a fé?
Depois de adultos, algumas pessoas acreditam que sabem o que é melhor para as suas vidas, a realidade prova o oposto, e mais uma vez a fé não está resolvida.
Cada pessoa «acredita» no que o ego lhe mostra ser mais eficaz para a sua sobrevivência.
Uma das primeiras leis que o ego incrusta no sistema de crenças é nunca dar valor ao que se sente, porque o sentimento e a emoção só existem para desprogramar o que está habilmente programado.
com uma primeira lei destas, como se há-de querer que a pessoa perceba que está a ser enganada pela ilusão, se é precisamente o coração quem dá o sinal?
Se é o coração quem detecta que há algo que não está certo nas nossas vidas e o nosso sistema de crenças «acredita», que não se pode dar crédito ao coração, como é que a pessoa vai acordar?
Através da perda!
Atraímos as perdas na matéria para que vejamos de fora, para que nos apercebamos, que até fora as coisas começam a correr mal, já não é só dentro que a coisa não está bem.
O ego também já inverteu o sistema de crenças.
Sentir.
Antigamente, a frase «faz que o teu coração sente», era linda, correcta e verosímil no âmbito espiritual.
Hoje já não é. O ego também já a corrompeu no sistema de crenças.
Quando tu sentes amor pelo próximo. amas a tua mãe, o teu pai, os teus filhos e os teus amigos.
Imagina que recebias uma intuição muito forte para ires um mês para um retiro espiritual, ou um chamamento para fazeres algo importante para ti.
«Faz o que o teu coração sente», diz a frase.
A tua intuição, o teu impulso evolutivo pede-te para ires, mas o amor e as saudades da tua família dizem para ficares.
Se fizeres o que intuis, vais.
Se fizeres o que sentes, ficas, pois sentes o amor e a saudade, e não te queres separar deles.
Esse sentir em relação aos outros que não te deixa ir é apego, e é completamente dominado pelo ego. Neste caso, é o ego que ama e como não quer sofrer, não quer perder, não vai a lugar algum, prende a pessoa a vida inteira à mesma coisa, apenas por apego ao seguro e medo em relação ao desconhecido.
Ainda assim continuas a pensar que fizeste o que sentias, achas que estás a evoluir.
Quando é a alma que ama, ela ama independentemente do lugar ou do tempo, porque para ela não há ilusões, tudo é real e é o que é.
A alma intui o futuro, «o que vai ser para mim», independetemente de estar sózinha ou acompanhada.
A alma aprova o futuro.
O ego só quer o que já é, porque esse já não dói. Todas as feridas que poderiam aparecer já foram tapadas e jazem agora em ponto morto, a amadurecer, para voltarem um dia mais poderosas e inconscientes.
Há que mudar os nossos sistemas de crenças. Quando se apanharem a dizer que acreditam nisto ou naquilo, pensem se estão a falar realmente de fé, se isso é o que vocês intuem que é verdade, ou se sómente acreditam porque os ajuda a tapar mais uma ferida que iria doer muito quando destapada.
Pensem se o vosso acreditar tem a ver com a intuição ou ilusão.
E ultrapassem mais uma etapa na desactivação do ego.
Um dia quando não derem valor ao que acreditam, apenas ao que intuem, e perceberem que mesmo o que intuem pode mudar, estarão preparados para começar a subir, e a evoluír espiritualmente.
=

Espero que te tenha dito tanto a ti como a mim.
Passa bem

Balzak


Sad_Man_Alone 41M
17 posts
4/16/2006 8:23 am

Olá Balzak...

Ena que texto tão profundo. Está realmente escrito com palavras sábias. Estou de acordo em parte com elas. Só não sei se é a intuição que nos faz crescer, se a ilusão de podermos ser melhores. Mas todos temos um sistema de valores enraizado dentro de nós, que define como devemos agir e comportar. E não é só o ego que controla esse "drive" que nos faz agir. Existem outras instancias que também comandam a forma como nos relacionamos com o mundo exterior, a partir do nosso mundo interior (Acho que devias ler Freud, para teres uma ideia mais concreta do que acabaste de postar).

Um baraço amigo,
SMA


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